terça-feira, 2 de setembro de 2014

Dia 2 - De corpo e alma

Key features of Stage 2:
• Depart from Font-Romeu on Tuesday 2nd September
• Arrive in Ax 3 Domaines in the beginning of the afternoon
• 120km to cover, including 120km that will be timed
• 3000 metres of elevation gain / 3300 metres of descent
• 3 refreshment points along the route

Ascents of the day:
• Col des Moulis, 1099m altitude, 154 metres altitude gain over 2.6km
• Col du Garabeil, 1262m altitude, 222 metres altitude gain over 3.8km
• Col du Port de Pailhères, 2001m altitude, 1207 metres altitude gain over 14.9km
• Ascent to Ax 3 Domaines, 1378m altitude, 670 metres altitude gain over 8.4km


Pyrenees TWO


A gentle warm up with lots of downhill in the first few kilometres out of Font-Romeu takes you through a magnificent landscape before the short 3km ascent to Col des Moulis followed by a longer 10km climb at 6% average up to the top of Col du Garabeil at 1,262m.

From the Pyrenees Orientales to Ariège you will arrive at the base of the massive Port de Pailhères standing at 2,001m. The slopes are rough with 8% average over 15km from Usson-les-Bains with little respite and steep sections reaching 11-12%, the last 3km are particularly tough with possible head winds near the top.

Enjoy the incredible panorama before the tortuous descent to Ax les Thermes at the foot of the final climb. With 110km under your wheels you will need plenty of energy to tackle the 8km slopes which average 8.5% taking you up to the 1,378m altitude finish at Ax 3 Domaines.

Pyrenees 2014 Stage TWO

Ontem já dormi melhor. A preparação dos equipamentos pro dia já foi melhor. Ah...nao contei do meu companheiro de quarto. Um simpático e calado português de Lisboa, Luiz Sequeira. Muito legal o Luiz, ele é o cara mais organizado que conheci até hoje. E de quebra o cara foi ciclista profissional. Ou seja, tô aprendendo muito com ele.

O dia começou bem cedo hoje com café da manhã as 6h. Muitas descidas muito longas e rápidas. Nas partes planas consegui andar mais em pelotão, o que ajudou bastante a manter o batimento mais linear e controlado. Mas o duro mesmo foram as subidas. Óbvio né.

Hoje o dia foi mais duro que ontem com uma montanha com subidas sem refresco com média acima de 10% e picos de quase 20%. E pra completar, rajadas de ventos gelados dos Pirineus com cerca de 50km/h.

Foi muito duro mesmo mas pedalei mais calmo e mais consciente. Respirei fundo para baixar a ansiedade e mantive uma rotação quase constante ao longo das principais subidas. Pedalei em pé apenas onde não dava pra pedalar sentado ou pra variar de posição. Foi um jogo de paciência fazendo força.

Cumpri meu objetivo. Matei o leão bravo do dia. Fiquei em 180 de uns 300 (até agora não vi quantos tem no total). E cerca de 1 hora do limite de corte.

Até massagem de hoje foi melhor que a de ontem. Fiquei com dores na panturrilha esquerda que cheguei a pensar em tomar remédio mas a osteopata francesa mandou ver e deu certo. Até banho de banheira gelada consegui tomar.

Jantamos eu e meu amigo Luiz com frutas da região, com queijo e baguettes francesas.

No durante é muito sofrimento. Muito calor nas subidas com o sol de rachar e muito frio nas descidas e no topo das montanhas. Velocidades altíssimas nas descidas, mais de 60km/h, e lentissimas nas subidas, cerca de 6km/h. Muitos extremos durante o dia. Cercado de um visual maravilhoso. Lindas montanhas e árvores verdinhas. To gostando muito. Aliás adorei essa cidade. Um dia quero voltar com calma. Adorei esse hotel também.

Hoje foi um dia muito bem vivido, um pedal de corpo e alma.

Vou dormir que amanhã é mais cedo e será um dia mais longo que o de hoje o café será às 5.30h.

Até amanhã. 







segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Dia 1 - Foi difícil, mas foi!!!



Key features of Stage 1:
• Depart from Ripoll on Monday 1st September
• Arrive in Font-Romeu in the beginning of the afternoon
• 92 km, including 86km that will be timed
• 2500 metres of elevation gain / 1450 metres of descent
• 2 refreshment points along the route

Ascents of the day:
• Coll de Merolla, 1090m altitude, 340 metres altitude gain over 13km
• Coll de la Creueta, 1888m altitude, 574 metres altitude gain over 10.3km
• Ascent to Font-Romeu, 1750m altitude, 486 metres altitude gain over 9.8km

Pyrenees ONE

The true starting point of this stage is the Catalan town of Ripoll, however you will be transported at the start by bus 100km to Barcelona which will position you directly in the mountains at 700m where you can warm up on the first day.

The first challenge of the week is a gently sloping wide road up to 1,090m taking you to the Coll de la Merolla. From here you move on to La Pobla de Lillet, “base camp” of Port de la Creueta which rises 20km to 1,888m.

A long descent takes you past the famous ski resort of La Molina before a quiet road to Puigcerdà near the small town of Bourg Madame where you cross the French border.

A long but gradual climb takes you to Font-Romeu at 1,750m – make sure to conserve your energy for the rest of the week.

Pyrenees 2014 Stage ONE

Era para ser um dia técnicamente mais fácil. Mas uma prova com 3 montanhas, nunca pode ser fácil. Vou ser bem resumido, pois estou caindo de sono. Tive problemas com a internet e só consegui conexão agora.

Ansiedade da prova, do translado de onibus, arrumação das mochilas, tudo isso me deixa tenso. A preocupação de não esquecer nada, dupla checagem de tudo. Nunca tive prisão de ventre, pelo contrário, mas até isso tive. Tudo deixa me deixou mais tenso em inseguro.

Mas vamos para a parte boa. A prova foi fantástica, apesar de tudo, cumpri minha meta com bastante folga. Fiquei em 179 no total de uns 300. A prova tinha limite de corte em 6h, mas fiz em 4.50h. Fiquei feliz com o resultado. A Gretchen esteve perfeita, não esqueci de nenhum equipamento. A alimentação e hidratação saiu um pouco do plano, mas readaptei super bem, acho. Pelo menos me senti bem.

O clima estava øtimo, mas é impressionante como faz frio no topo das montanhas, muito vento, vento muito gelado. A segunda subida foi muito longa e muito dura. Foram 18km subindo sem parar. E a parte não cronometrada, serviu para descansar as pernas, mas cansou a cabeça. Era em estrada pelo acostamento e não acabava nunca.

A logistica da chegada para banho massagem, alimentacao, check in no hotel, alongamento, etc me deixou mais cansado ainda. Mas tudo na primeira vez é mais complicado.

Bom, é isso, amanhã tem menos, stress pois a coisa tá mais azeitada, porém o percurso será bem mais duro. É mesmo um leão por dia. E parece que o de amanhã é mais feroz que o de hoje.

Boa noite.

Valeu pela torcida.

domingo, 31 de agosto de 2014

É Amanhã...


Com certeza é maravilhoso passar uns dias em Barcelona. Mas acaba sendo uma quebra de rotina dos exercícios, da alimentação, e da hidratação. Nada que afete significativamente a preparação. Mas toda quebra de rotina requer uma nova readaptação. Novos horários, novas comidas, etc. De qualquer forma tá sendo uma boa zona de transição entre a vida normal e a vida do Haute Route.



O clima aqui está ótimo, está até quente demais. Vamos ver como estará nas montanhas... Já estou com overdose de jamon. E a minha alimentação está com uns horários doidos.
Sigo ansioso, mas ainda menos do que eu achava. Quero só ver hoje pra dormir...
Hoje ainda já deixo Gretchen com a organização para pegá-la na largada. Tem ainda uma palestra e um jantar de confraternização para entrar no clima.

Bora Dan!!!

Testando as pernas e a Gretchen

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Expectativa da Vida no Haute Route

Tá chegando a hora...
Depois que fechei as malas hoje de manhã vi que a hora estava próxima. A nossa rotina da vida de verdade toma a gente por inteiro. Mas os dias chegam...tudo uma questão de tempo.
Mas agora estou começando a me desligar do mundo real e fazendo a transição pra vida do Haute Route.
To ansioso mas menos do que costumo ficar. Tenho a impressão que essa ansiedade vai subir ainda. Acho que vai atingir seu pico no domingo a noite. Vamos ver como me comporto... Mas até pra isso tenho exercícios de relaxamento pra fazer.
Será uma rotina árdua e prazerosa. Mas quem acha que é "só" pedalar se enganou...
Café da Manhã
Aquecimento
Prova
Banho
Massagem
Alongamento
Almoço
Descanso
Jantar
Exercícios Respiratórios
Dormir
Essa será minha rotina diária. Começando por volta das 5h da manhã. E pra cada item há um desdobramento mais detalhado. Olha o exemplo do alongamento.
Alongamento
- posterior da perna com bunda na parede
- glúteos deitado
- panturrilha deitado com faixa de judo
- posterior lateral de perna e glúteos com faixa de judo
- quadriceps deitado com a barriga pra baixo

Bom...vou interromper por aqui. Tô embarcando.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Agradecimentos Pré-Prova


Valeu pessoal!!!

Pra que agradecer se ainda nem fui, nem completei a prova, nem atingi meus objetivos?

Ledo engano...

Parto para o Haute Route preparado, confiante e decidido a atingir os meus objetivos. Sei como devo pedalar, sei como devo me alimentar e hidratar, sei como lidar com as emoções, sei que meu corpo vai aguentar a pressão, sei que equipamentos devo usar, sei do que a Gretchen é capaz, e sei, também, que vão acontecer várias coisas que eu não sei. Mas pra isso, sei que tenho conhecimento técnico e emocional para poder contorná-los. Sei, ainda, que tudo pode dar errado em maior ou menor grau. Acidentes de percurso em maior ou menor grau, podem acontecer e, na teoria, sei como contorná-los ou evitá-los.

Enfim, tenho mais do que motivos para agradecer, e devo esse agradecimento a muitas pessoas. Tais pessoas, me ajudaram direta ou indiretamente, técnica ou emocionalmente. A lista com certeza não está em ordem de importância até porque eu não saberia fazer essa ordenação. A única pessoa que tenho certeza, é a primeira dessa lista, mas que, nesse momento, ainda não sabe ler e muito menos entender o valor dessas palavras. Mas isso não tem problema. Esse dia vai chegar um dia, e quando esse dia chegar, vai ter valido a pena esperar esse tempo.


Primeira pedal nas Paineiras

Obrigado Taiki por ser minha grande inspiração para ir cada vez mais longe em tudo.

Obrigado Raul Furtado. Obrigado Flávio Magtaz. Obrigado Fernanda Mano. Obrigado Fernanda Loureiro. Obrigado Carol Freitas. Obrigado Diogo Cals. Obrigado Sara Singer. Obrigado Adriana Carvalho. Obrigado Johnny e Charles da Special Adventure. Obrigado Loris Verona Jr. Obrigado Izabel Jaguaribe. Obrigado Ernesto Baldan. Obrigado ao pessoal da Fox Investimentos. Obrigado Erica Bamberg.

E vambora, pois agora é que o bicho vai pegar!!!

Torçam por mim.

Obrigado pela torcida.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pensamentos e Sensações Pré-Prova


Gretchen na Prainha

Tá chegando a reta final para a largada.

É uma sensação engraçada...

Nunca fiz uma preparação tão longa para uma prova esportiva. Nem tão longa, muito menos tão técnica. Mudei hábitos pessoais, mudei minha alimentação, meu corpo mudou, mudou a minha relação com o meu próprio corpo e até com as outras pessoas. A rotina de treinamentos é dura, mas é impressionante como apresenta resultados. Estou com 44 anos, mas estou no momento mais alto do meu condicionamento físico. Nunca fui gordo, mas perdi cerca de 9kg do meu maior peso, e hoje controlo o peso para não cair de 63kg.

Em menos de 2 semanas estarei colocando em prática toda essa preparação. Todo o sacrifício prazeroso e sofrido também deverá ser mais do que compensado com o início do Haute Route. As vezes o treino parece desproporcional, foram 10 meses, ou 300 dias de treinamento para estar preparado para 7 dias. Foram mais de 7.000 km de pedal para poder pedalar 800km, mais de 70.000m de altimetria para poder subir 20.000m. Obviamente estou ansioso. Mas estranhamente não estou sentindo o peso dessa "responsabilidade". Estou me sentindo naturalmente forte e confiante. Será essa a sensação correta? Se é que tem disso...

Agora entendo bem a vida de um atleta. A quantidade de horas e sacrifício que são necessárias muitas vezes para descarregar em alguns segundos. E no caso dos profissionais, todos têm um único objetivo: o ponto mais alto do pódio. Quem é que se lembra do segundo lugar no esporte? No meu caso, ou dos amadores, entendo que seja diferente, são muitos os objetivos. Dos mais técnicos aos mais emocionais, os objetivos passam por conhecer lugares diferentes de formas diferentes, explorar os limites do próprio corpo, ter mais auto conhecimento mental e do corpo, ter maior contato com a natureza, sofrer para descarregar energia ruim, e por aí vai. Na verdade, nem dá para se considerar isso tudo como objetivo ou meta. Mas sendo claro e direto como toda meta deveria ser, minha meta é cumprir cada uma das 7 etapas do Haute Route dentro do limite de tempo máximo, que considero bastante rigoroso. Porém, já começo a achar que posso ser um pouco mais ousado na minha meta. Vamos ver... Deixa eu começar a pedalar....

A partir dessa semana, meu volume de treinos já começa a cair. Acho que vou sentir um vazio na minha agenda que era mega lotada. Uma correria cronometrada pra poder fazer todas as minhas atividades pessoais e profissionais, pois a sociais já dançaram há algum tempo (confesso que nunca foram o meu forte). Só que não. Acaba sendo um alívio, pois ficar por muito tempo no volume máximo é brabo. A gente nem sente direito que chegou no volume máximo, pois o treino vem num crescente constante, mas sutil. Eu só percebi quando os meus tempos em trechos cronometrados pararam de cair e, em seguida, começaram a subir. Resultado do volume máximo de treino, o corpo fica mais sofrido, mais desgastado.

Tenho acompanhado o Haute Route Dolomites que está rolando nesses dias. Além, da dureza natural do percurso, está muito mais frio do que o esperado, e com muita chuva. Isso eu não queria para mim...

Difícil ser muito conclusivo nesse momento. Sigo na minha etapa final de treinamento. É o polimento final de um longo processo. E todos os dias reviso e repasso meu check list de equipamentos, remédios e alimentação para levar.

Além disso, tomo o maior cuidado para não me machucar de bobeira, no pedal e na vida diária. Para não ficar doente ou sofrer algum imprevisto que desequilibre muito. Mas é curioso como o excesso de cautela atrai situações de risco...

Tomara que dê tudo certo...

terça-feira, 12 de agosto de 2014

A Preparação

Prazer de Pedalar...


A preparação para o Haute Route, pra mim, pode ser dividida em 3 grandes partes que estão totalmente interligadas:
  1. Parte Física - condicionamento muscular e cardio-respiratório, aprimoramento técnico;
  2. Parte Nutricional - o que e quando se alimentar, como e quando se suplementar;
  3. Parte Mental - criar resistência mental, auto-confiança e capacidade de superar limites;
Para o bom desenvolvimento dessas partes foi fundamental a ajuda de profissionais super competentes que vem me ajudando e me orientando nesse processo.

Na parte física, o Raul Furtado, técnico e triatleta profissional de Ironman vem me orientando desde novembro de 2013. Basicamente, recebo um plano de exercícios semanalmente com a programação de exercícios para toda a semana (planilhas). Nessas planilhas estão incluídas, além do ciclismo, natação, corrida (esteira, asfalto ou areia), musculação e exercícios funcionais de fortalecimento dos músculos mais relevantes para o ciclismo. E os treinos de ciclismo, são super específicos determinando os tempos, as zonas de frequência cardíaca, o grau de inclinação, além de exercícios para aprimoramento técnico. Além das planilhas (segue uma como exemplo), temos encontros quinzenais ou semanais para treinos coletivos, onde são as imperfeições são observadas e corrigidas. Mas na realidade não é só isso, ter o Raul como treinador é um luxo. Ele é uma pessoa fantástica, simples, de fala mansa e atencioso, apesar de ser um monstro de atleta. Um exemplo de superações profissionais e pessoais. Rolou uma empatia desde a primeira vez que o conheci. Pois imaginava conhecer um monstro ogro, e o cara era gentil e inteligente. Acho que é a relação perfeita entre o atleta e seu treinador, pelo menos sob a minha ótica.

Na parte física ainda, conto com a ajuda especial de duas fisioterapeutas, a Fernanda Loureiro, que é totalmente responsável pela minha super recuperação da cirurgia no joelho, e a Carol Freitas. É uma dupla perfeita, pois a Fernanda é especialista em pós-cirúrgico e pernas. E a Carol em coluna e RPG. Tenho sessões semanais com a Fernanda e com a Carol quinzenalmente. Além de me desentortar da quantidade enorme de atividades físicas, muitas vezes explorando o meu corpo além do seu limite físico. Elas me orientam passando exercícios de fortalecimento de músculos (fundamentais para o ciclismo) que nem sabia que existiam e alongamentos super específicos de acordo com minhas atividades. Se não tive e não tenho lesões é graças a elas.

Na parte nutricional, a Sara Singer já é uma amiga que vem me orientando desde a aventura do Caminho de Santiago. Só que dessa vez, como tenho um programa rigoroso de treinamento diário, minha dieta do dia-a-dia, virou igualmente um programa rigoroso de alimentação, hidratação e suplementação. Nesse longo programa de treinamento, atualmente, já não me alimento mais. Parece que estou ajustando e aperfeiçoando uma máquina para uma competição, que na verdade é o meu corpo. As vezes até viro um ser anti-social, que não consegue acompanhar os amigos do trabalho para um almoço light. Meus almoços pesam 600g, lotados de carboidratos de baixo índice glicêmico e proteína animal (de preferência carne bovina). Mas a Sara, sempre bem disposta e alegre, me ajuda a tornar essa rotina alimentar mais saborosa e prazerosa. Fora a paciência para minhas mil perguntas sobre nutrição.

Na parte mental, essa não teve muito jeito. Sou eu comigo mesmo. Na verdade, é uma parte que vem sendo treinada ao longo de todo o processo. A programação de treinamento começa mais leve e vem aumentando de volume e intensidade ao longo do tempo. Estou atualmente muito perto do volume e intensidades máximos (10 dias antes da prova, a intensidade cai, "tapering"). E nessa fase, conseguir cumprir todos os exercícios, vencendo o cansaço diário, as longas horas de treinamento solitário, chuvas durante o treino, motoristas mal educados, imprevistos que teimam em acontecer, e tantas outras dificuldades que vão sendo vencidas uma a uma são barreiras psicológicas que vão sendo quebradas. A dor, a fadiga, o frio, o sono, o calor, o medo, a fome, entre outras tantas sensações, são barreiras que se apresentam ao longo do treinamento. E conforme a intensidade dos treinos aumenta, tais sensações aumentam exponencialmente. Transpor essas barreiras e continuar de pé do outro lado, vai te trazendo confiança. Além disso, estudar o percurso, ver depoimentos, ler bastante sobre o assunto, também vai te trazendo confiança. A cada barreira quebrada, cai um limite e se forma um novo. Até ser novamente quebrado.

Obviamente que o processo de treinamento não é só sofrimento, tem muito prazer envolvido, prazer hormonal, prazer social, prazer de estar bem próximo da natureza, prazer da superação, e com certeza...

Prazer de pedalar...